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Visões e clarividência

Benedicto Ismael C. Dutra
05/03/2016



 No filme Presságios de um crime, o vidente John Clancy (Anthony Hopkins) é convidado por seu amigo Joe (Jeffrey D. Morgan), agente do FBI, para colaborar na investigação de crimes misteriosos. John tem o dom da vidência, sendo capaz de enxergar as formas dos pensamentos e ações deixadas no mundo invisível. No entanto é preciso muita capacidade para distinguir o real do falso, ou seja, o que aconteceu no mundo físico e o que foi apenas intenção que não se concretizou na matéria. O criminoso, Charles (Collin Farrell), também possui a vidência e quer se colocar acima das leis naturais da Criação, alegando possuir compaixão para aliviar a dor e o sofrimento de suas vítimas, antecipando-lhes a morte. 

A compaixão é diferente da misericórdia. Ela é um sentimento egoísta, geralmente praticado por vaidade, para o enaltecimento próprio. Charles agia como psicopata sem perceber que devia usar o seu dom para o bem. O tempo de vida é precioso para os resgates cármicos do doente e dos que lhe estão próximos, e para o reconhecimento da espiritualidade. O filme passa por cima disso tudo, mas dá um colorido mórbido para as doenças e a morte, que é um acontecimento natural tanto quanto o nascimento.

 Compaixão ou misericórdia? Os conceitos ficaram misturados. A misericórdia brotaria do coração, da intuição, a pessoa sente na pele o sofrimento alheio, enquanto que na compaixão a pessoa vê o sofrimento alheio, mas presta ajuda com interesses calculistas. No filme, Charles dizia que agia por compaixão às vítimas, e por isso tirava-lhes a vida, sentindo-se engrandecido por isso.

 Essa estória me remeteu aos ensinamentos sobre Espécies de Clarividência, de Abdruschin, autor da Mensagem do Graal: "Continuemos, pois, com um assassínio ou roubo. O clarividente chamado para o esclarecimento verá, em parte de modo astral, em parte de modo fino-material. De modo astral, portanto na fina matéria grosseira, o local da ocorrência, de modo fino-material, porém, a própria ação. Advém ainda que pode ver aí também diversas formas de pensamento originadas no curso dos pensamentos do assassino bem como do assassinado ou do ladrão. Distinguir isso deve fazer parte da capacidade de quem dirige as investigações! Só então o resultado será certo. Mas, por enquanto, ainda não existe um dirigente de investigações assim instruído".

 




Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” ,“A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin - Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
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