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A precarização da humanidade é inevitável?

Benedicto Ismael C. Dutra
30/07/2018



A tecnologia avança sempre, mas o homem permanece estagnado, ou seja, com seu aperfeiçoamento, as inovações viriam ao encontro da melhora geral. No entanto, a globalização, as novidades e tudo mais são monopolizadas para fins egoísticos, e em vez de melhora, acabam introduzindo precariedades na vida em geral, acelerando o declínio da espécie.

O Ocidente acabou se tornando vítima de seu próprio imediatismo praticado ao longo do século 20 e que culminou na crise financeira de 2008. O futuro se apresenta conturbado com o pêndulo pendendo para o lado da China que tende a assumir a preponderância econômica. Em tal situação, caberia ao Ocidente buscar formas de deter o avanço da crescente precarização geral, em vez de partir puramente para o confronto comercial e protecionismo de ocasião. Está faltando um projeto de coexistência econômica pacífica que não empurre a humanidade para o descalabro.
 
O atraso e declínio da humanidade vêm impedindo que a massa dedique seu tempo e esforços para cogitar por um mundo melhor. Isso está acontecendo com incentivo da mídia: violência, descaramento, corrupção, irresponsabilidade, sexualidade embrutecida e drogas em profusão, declínio geral sem um mínimo de propósitos humanos, gerando incerteza e desesperança. Como será possível o aprimoramento da humanidade em um mundo melhor? 
 
A pressão destrutiva é forte. Começa já na infância, mas a tragédia maior tem lugar na adolescência, quando é atacada e sufocada a natural nobreza que desponta no coração dos jovens para um despertar para a vida real, sendo tudo arrastado para as lixeiras do mundo onde o egoísmo e a volúpia não possibilitam a construção sadia. Para formar adultos equilibrados, o contato com as belezas e perfeição da natureza é de fundamental importância. 
 
Diante da atual situação do planeta, com seus desequilíbrios ambientais, econômicos e sociais, muitos jovens começam a perceber que além dos prazeres, do consumismo e do dinheiro, há algo muito importante para ser vivenciado. A eles pertence o futuro. É necessário que eles adquiram o movimento certo para uma forma de vida sadia e alegre, indispensável ao saneamento e à harmonia, para se manterem despertos e motivados para alcançar a melhora geral nas condições de vida. A ação impulsiva, sem reflexão intuitiva, é nociva, porém é frequentemente empregada como modelo em filmes e novelas.
 
Para onde estamos caminhando? A produção se concentra, aumenta a produtividade, empregos são reduzidos. Onde obter consumidores para a enorme capacidade de produção? Há um desequilíbrio na economia global. Como chegar a um denominador comum que favoreça todos os povos? A tentativa de impor tarifas surge como uma revolta à atual situação de comércio internacional do livre mercado, que funciona na base de inequações, isto é, admite-se igualdade de tratamento diante de fatores desiguais. Os efeitos se mostram em todos os países cuja balança comercial tem apresentado déficits. Evidentemente, a forma abrupta de busca de equilíbrio causa rupturas. Mas como o equilíbrio nas transações gerais poderá ser estabelecido? Algo deve ser feito, a hora exige bom senso de todos.
 
O despreparo das novas gerações, a permissividade, a invasão das drogas e os políticos vendilhões contribuíram para a inversão de valores promovendo retrocesso geral. O que será da qualidade de vida fora dos centros de excelência em produção avançada? Quem está se ocupando com isso para elaborar planos que evitem o descalabro social? 
 
O Ocidente se tornou ingovernável; países como o Brasil vão decaindo no atraso e na precariedade. O Ocidente se revelou inábil para promover a paz, o progresso, o aprimoramento da humanidade, o bom convívio com a natureza.  Como a China poderia contribuir sobre isso? Que efeito terá a férrea disciplina sobre as individualidades?
 
O Brasil caiu nas mãos dos burocratas do executivo, legislativo e judiciário. Muitos deles julgam-se donos do país e que a população aí está para servi-los. Quanta lama não foi lançada sobre tudo que pudesse lhes render algo? Os honestos se afastaram da política enlameada, é “lamantável”. Na educação, permitiu-se o enrijecimento total que induz as pessoas a acreditarem que nada mais são do que seu corpo terreno e que sua alma adormecida não existe mais, pois somente com a participação dela o mundo poderá se humanizar.



Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Prodigy Berrini Grand Hotel e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” ,“A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin - Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
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