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Brasília na visão de Dom Bosco

Benedicto Ismael C. Dutra
21/03/2026



Ao se aproximar das terras do Brasil disse Cabral: esta é a Terra de Vera Cruz. No século XIX, Dom Bosco teve um sonho em que um anjo lhe mostrava uma região entre os paralelos 15° e 20º que se tornaria uma grande civilização rica e próspera. A capital do Brasil foi fundada exatamente nessa área geográfica. “O Brasil é um país escolhido para ser um centro de espiritualidade, uma ancoragem da Luz da Verdade, cujas irradiações encerram auxílio e salvação.” (Roselis von Sass, Revelações Inéditas da História do Brasil).

Na América do Sul, os europeus apareceram a partir do ano 1500, em busca de ouro. Assim foi sendo explorado tudo e todos. Aqueles que foram libertados do trabalho escravo não encontraram oportunidades de subsistência digna. O país do futuro não deu certo. Ganância externa e interna travaram a nação e seu povo. Todo potencial foi brecado. A precariedade tomou conta e a população, em sua vida difícil, permanece sendo enganada e iludida, sem bom preparo para a vida. Quando o Brasil vai sair desse marasmo?

No passado, falava-se sobre os princípios universais, mas com a financeirização da vida e do poder, passaram a valer os interesses financeiros. A produção fabril perdeu espaço, mas a China, com preços menores, se tornou forte na economia real e finanças, inviabilizando a competição ocidental.

A questão do dinheiro e seu lastro não está clara. O dinheiro se amplia através de ganhos e valorizações dos bens, então como fica o lastro? Quem deve ser o responsável pela criação e controle? Há muitas manobras oportunistas e especulativas. EUA cria dólares e tira proveitos. As demais nações se tornaram dependentes. A China, com custos baixos, acumulou reserva financeira e atua de forma global. A humanidade ainda não encontrou a forma sadia de criar dinheiro,

No passado, havia o sacerdote rei que agia com justiça seguindo as leis universais da Criação. A decadência espiritual foi introduzindo tirania, despotismo, cobiças de poder e riqueza que envolve várias esferas do poder. Vieram as monarquias, o Estado-nação, o capitalismo de mercado e o capitalismo de Estado. A democracia republicana estagnou e retrocedeu em vez de evoluir para formas justas e equilibradas de governar o destino da humanidade. Diante disso, a Terra se encontra caótica com o avanço de tumultos e do direito da força, contrária à vida e sua finalidade.
A situação é grave. A classe média já era porque a renda do trabalho fica estagnada e vai baixando, perdendo poder aquisitivo. Tudo arrasta para a acomodação. Tudo vai nivelando por baixo. As pessoas estão sem energia, se queixando da vida que levam, do emprego que têm e tudo o mais. Estamos na grande colheita, hora de se movimentar, sair da estagnação e agradecer por tudo.

Há séculos a humanidade vem perdendo o rumo, espalhando com suas ações muitos estopins com fogo pela Terra. Não se sabe onde e quando vão detonar. Descontentes com os conflitos, muitos seres humanos de cérebro grande esqueceram a alma, são ateus. As novas gerações, desanimadas, não sabem para que nasceram. E tudo isso surgiu dos conceitos errados sobre a vida e sua finalidade. As pessoas têm que se libertar dessa condição.

Os seres humanos se afastam da alma, e perdendo a essência espiritual, vão se transformando numa coisa que não cumpre a finalidade de sua existência, mas com seu querer e suas ações vão produzindo o caos que tende ao limite extremo. Infelizmente a situação é essa. Teorias e ideologias camuflam as reais intenções alimentadas pelas cobiças de poder e dinheiro, impondo seus objetivos. As autoridades conhecem bem as consequências da dívida pública, mas por que não se movem para mantê-la sob controle?

Estar vivo é a grande oportunidade de superação, mas exige coragem e perseverança. Se a pessoa tem um emprego que não é bom deve agradecer, pois é o que está colhendo. Tem de se aplicar e reconhecer. Nesse esforço, com certeza lançará boas sementes que se tornarão colheita. Assim deve ser com todos. Pais, filhos avós. A humanidade caiu na indolência e estagnação, tudo empurra para a moleza, mas tem de ser forte, se esforçar, evoluir visando a melhora das condições gerais de vida. É preciso buscar a Luz da Verdade para não cair no abismo da autodestruição.

 



Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” ,“A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin - Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
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