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Os sábios da Suméria e a humanidade

Benedicto Ismael C. Dutra
01/06/2026



Os sábios da Suméria buscavam a integração do ser humano com as leis universais da Criação. Mantinham escolas para orientar os habitantes procedentes de vilarejos distantes, assim como enviavam sábios que auxiliavam as pessoas a se tornarem verdadeiros seres humanos, fortes e corajosos beneficiadores da vida e da natureza. Os indivíduos queriam desenvolver e fortalecer o espírito e alcançar o aprimoramento da própria espécie como a grande finalidade da vida. Foram os sumérios que receberam a incumbência de construir e gravar na Grande Pirâmide do Egito a trajetória declinante escolhida pela humanidade. Os sumérios foram o povo mais desenvolvido espiritualmente sobre a Terra.

No entanto, as trevas sob o comando de Lúcifer, queriam o oposto disso, queriam tornar os seres humanos inúteis e imprestáveis para que se perdessem. Com mentiras e falsidades, criou-se a falsa felicidade, afastando as pessoas da Luz da Verdade, fortalecedora do espírito, promotora da verdadeira felicidade. Tudo conspira para transformar o ser humano em parte da máquina, com a essência espiritual inativa, restringindo a sua condição de ser humano.

Viemos para termos a oportunidade de desenvolver o espírito; isso requer várias encarnações, mas descuidamos disso e hoje colhemos as consequências. Indivíduos e povos, a exemplo da natureza, deveriam beneficiar, embelezar e evoluir. Estagnados espiritualmente, criaram um viver áspero e insustentável. Agora, na grande colheita, têm a oportunidade de reverter a decadência, ou aprofundá-la mais ainda.

Em vez de fortalecer o espírito, o ser humano se afastou de sua essência espiritual e foi se mecanizando progressivamente; dessa forma, não obteve mais energia e saberes procedentes de esferas mais elevadas que deveria aplicar na sua atividade. Por outro lado, tudo que maquinava com seu cérebro intelectivo não tinha força criadora, gerando aridez e aspereza.

É como se fosse uma galé, um antigo tipo de navio movido a remos e velas. Todos seriam como remadores conduzindo o barco para terras seguras. Mas o grupo que segurava as velas foi se destacando e tirando os remadores da jogada, conduzindo o navio na direção dos interesses próprios. Não tardou para se tornar perceptível que o navio havia perdido a força invisível, oriunda da vontade intuitiva dos remadores; o brilho de outrora foi sendo perdido e a nave Terra se acha doente e atormentada.

Os seres humanos abriram as entranhas do interior da Terra perfurando poços no fundo do solo e do mar, escavaram ouro destruindo montanhas, a beleza e a sustentabilidade. Despejaram sujeira e venenos no ar, no solo e nos rios e mares. A Terra derrama lágrimas de tristeza porque as riquezas foram extraídas, mas na superfície há destruição e miséria. A Terra está ficando doente por causa das feridas abertas. Os homens derramam sangue para obter riqueza e poder, e quando saem da Terra só levam na alma o registro do que fizeram de bem e de mal.

E, de novo, estão surgindo conversas e informações sobre o capítulo do Apocalipse constante da Bíblia, ou seja, o expurgo. Há muita simbologia e previsões difíceis de serem compreendidas, apontando para a difícil situação em que a humanidade se encontra, tendendo a dias ainda piores. A questão é: o que querem os seres humanos? O que querem os jovens para o futuro? É aí que está o problema, pois faltam propósitos e determinação; as pessoas estão levando o seu viver sem saber aonde vão chegar. O vazio existencial está se ampliando. A tecnologia avançou bastante, mas com o atraso no esperado desenvolvimento do espírito, o ser humano perdeu o rumo e se encontra em meio a uma crise emocional sem precedentes, sem saber como voltar à normalidade.

Destruição, guerras, misérias e sofrimentos têm sido semeados ao longo do tempo pela humanidade. Não há inocentes. O conteúdo da obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, de Abdruschin (1875-1941), destina-se a dar aos seres humanos uma aproximação da realidade espiritual da vida, uma vez mostrada por Jesus, como meio de recuperar a inocência perdida, mas isso fica na dependência do querer e do esforço de cada indivíduo. É preciso que cada um de nós tenha suficiente força de vontade para recuperar a condição de ser humano espiritualizado.



 



Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, faz parte do Conselho de Administração do Hotel Transamerica Berrini e é associado ao Rotary Club de São Paulo. É articulista colaborador de jornais e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. É também coordenador dos sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br, e autor dos livros: “Nola – o manuscrito que abalou o mundo”;“2012...e depois?”;“Desenvolvimento Humano”; “O Homem Sábio e os Jovens” ,“A trajetória do ser humano na Terra – em busca da verdade e da felicidade”; e “O segredo de Darwin - Uma aventura em busca da origem da vida”(Madras Editora). E-mail: bicdutra@library.com.br; Twitter: @bidutra7
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