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O EXEMPLO DE 24 HORAS

Benedicto Ismael C. Dutra
22/07/2011



Não se trata apenas de mais “um enlatado” recheado de pancadaria. A trama é bem urdida mostrando diversos tipos de pessoas e comportamentos.

Para onde lançamos o olhar vemos mentiras, traições, maldades e a amizade em extinção. Esse é o cenário de 24 Horas, lamentavelmente, também é o cenário da Terra povoada por muitos seres humanos embrutecidos, distantes de sua essência espiritual.

Estrelando Kiefer Sutherland como o agente da Unidade Contra Terrorista (UCT) de Los Angeles, Jack Bauer, a série da Fox Vídeo usa o método da narração em tempo real. 24 horas tem início com Bauer (único personagem a aparecer em todas as oito temporadas e em todos os episódios) trabalhando na UCT, onde ele é apresentado ao público como profissional competente, mas que nem sempre se preocupa com as questões morais, adotando a filosofia de "os fins justificam os meios". Para impedir graves ameaças terroristas, como tentativas de assassinato ao presidente, ameaças nucleares, biológicas e químicas, ataques cibernéticos e conspirações envolvendo o governo e poderosas companhias, o agente está constantemente lutando contra o tempo.

Transmitida pela primeira vez em novembro de 2001, a série exibiu 192 episódios espalhados por oito temporadas, cada uma com 24 episódios de quarenta e poucos minutos cobrindo as 24 horas de um único dia. O último episódio foi transmitido em maio de 2010.

Não se trata apenas de mais “um enlatado” recheado de pancadaria. A trama é bem urdida mostrando diversos tipos de pessoas e comportamentos. Chefes arrogantes e prepotentes. Falta de iniciativa e acomodação. Insurgência contra ordens impróprias que não deveriam ser dadas.

O enredo é sempre bem costurado, segurando firme a atenção do espectador. Um filme fora de série, pois desperta para a ação, contrariamente à grande maioria que mantêm as pessoas em letárgica passividade. No entanto, há o impacto de cenas muito violentas, com o pressuposto de que no mundo não há mais idoneidade nem confiança, sendo o dinheiro e os interesses pessoais as únicas motivações sempre bem acobertadas e, para isso, o melhor meio de se obter a verdade é torturando os suspeitos, até a morte se preciso for, para arrancar-lhes informações. Um mundo onde a bondade foi expulsa para ceder lugar aos desejos egocêntricos e às paixões baixas.

A série mostra, enfim, um mundo violento e com muitos conflitos. Os poderosos sem coração, raramente pensam no bem geral e na melhoria das condições de vida, agindo prioritariamente em função dos interesses pessoais e com os olhos voltados para as próximas eleições, mas tomam os cuidados necessários para que isso não se torne evidente, nem as suas bruscas mudanças de rumo para perseguir interesses menores.

Excluída a brutalidade dos interrogatórios, Jack Bauer impressiona pelo seu foco e objetividade. Parece ser dotado de um sexto sentido intuitivo, que o alerta para perigos que seus companheiros não conseguem perceber. Sua coragem e determinação para enfrentar os obstáculos oferecem um modelo importante nesta época sombria, de turbulências e indolência, na qual as pessoas não mais procuram pelo sentido da vida, se deixando levar pela onda conformista do consumismo e da despreocupação com o futuro, apesar das visíveis indicações de que as dificuldades estão aumentando e o relacionamento humano se encaminhando para pior. A paz tem de estar associada ao contentamento pelo dom da vida, sem ódios nem medos. Temos de alcançar a paz verdadeira, com o esforço ascendente de cada ser humano, para a alegria e progresso da humanidade.




Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela FEA/USP, associado ao Rotary Club de S. Paulo, realiza palestras sobre qualidade de vida. Coordenador dos sites (www.vidaeaprendizado.com.br) e (www.library.com.br), é autor dos livros: Conversando com o homem sábio; Nola – o manuscrito que abalou o mundo; O segredo de Darwin; e 2012… e depois? (bicdutra@library.com.br)
Comentários:


ZANETTI comentou em 31/07/2011 - 19:07:58

Conhecidas as chamadas teorias conspiratórias, tentam incurtir em nossos pequenos e individuais espíritos, que eles, produtores de filmes, tudo sabem e tudo podem.
Se nos atermos à fragilidade de um corpo humano, quando uma minuscula bactéria ou vírus o infectam, ou quando simplesmente, batemos um dedo mindinho em algum lugar, a dor que sentimos, exclui, QUALQUER, possibilidade dos acontecimentos destes filmes poderem vir a acontecer, logo, os mesmos não me afetam, a não ser pela filosofia do improvável, ou seja, aquilo que, poderia me tornar um super homem, para com os meus.

Abraços


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